Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Poema do adeus


'Checkmate' de William Whitehurst
                                     "Checkmate"  de William Whitehurst


(Pelas nuvens)

Andando sempre o palerma
abstrato às coisas terrenas,
pensando no adeus,
em falenas,
pisava nas nuvens,
o esteta.
Nada via ou escutava
deste mundo de meu Deus,
a não ser a voz da amada
que o tornara,
entre outras coisas,
um ateu,
pois só a ela endeusava.
O resto ficaria para depois...
E enquanto tais pensamentos
duravam
ele se tornara só,
mas a dois.


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 21:57
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4 comentários:
De Lu Rosario a 11 de Julho de 2007 às 19:49
Olha eu aqui de novo após um tempinho sumida.

Este poema está lindo. Quem ama fica assim mesmo, não vê mais nada pela frente, somente aquele a quem ama.

Beijos .


De Monólogos.by.Paula a 11 de Julho de 2007 às 21:38
João,

Quem ama torna-se cego e prisioneiro desse amor.

Magnífico poema este.

Beijo


De jpcfilho a 15 de Julho de 2007 às 09:36
Olá Paula, obrigado pelo magnífico. Tduo de bom procê...
Beijos.


De Henrique Mendes a 14 de Julho de 2007 às 15:58
essa é a pior das solidões: - a dois.
( e será que alguma coisa fica para depois ? )
Abraço
HM


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