Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

Ultimato


'The Thinker' de Auguste Rodin
           “The Thinker”  de Auguste Rodin


Jamais pronunciarei
a palavra AMOR.
Esta, enterrarei no último
abismo.
Em sua lápide, escreverei:
Morreu. Não deveria ter
nascido!
Nunca mais nomearei
flores,
não escutarei os pássaros
ou o rumor dos riachos
nos seixos.
Jamais direi que o sol é, apenas,
um detalhe no teu retrato
ou que eu o odiava, quando
ele (o sol) batia em tua janela,
para te dar bom dia,
ou que a lua e as estrelas
são só coadjuvantes de tuas noites
ou que és meu infinito.
Nada direi
desse passado recente
e serei, apenas,
uma estátua de pedra,
indiferente às intempéries,
indiferente a tudo,
até tua volta...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 21:59
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4 comentários:
De vieiracalado a 5 de Agosto de 2007 às 14:32
Somos feitos de Cal (pedra) com uns pós de Oxoginénio, Carbono e Hidrogénio


De Secreta a 6 de Agosto de 2007 às 09:11
Ser indiferente a tudo , até à volta do ser amado.
Beijito.


De Henrique Mendes a 6 de Agosto de 2007 às 21:02
"indiferente a tudo, até á tua volta..."

Meu caro, quantas tautologias já se escreveram para esta frase ? eh eh eh

Todos nós, candidatos ao desengano de algum dia, empenhadamente, camufladamente ou não...já a escrevemos em toques pessoais, com as cores do nosso dia, e a mesma dramática intensidade do futuro transmutado em presente...

Muito bonito. Abraço. Henrique Mendes


De jpcfilho a 7 de Agosto de 2007 às 23:55
Olá Henrique, muito obrigado pela visita e pelos elogios. apareça sempre.
Grande abraço.


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