Domingo, 5 de Agosto de 2007

Flores que atirei...


'Ravine at Sorrento' de Édouard Bertin
               “Ravine at Sorrento”  de Édouard Bertin


Carrego o amor por onde ando.
Trago versos sempre comigo.
A tiracolo,
a imensidão do querer dizer,
qualquer que seja a declaração,
de documentar a canção,
os versos de ribanceiras,
de despenhadeiros, precipícios,
onde atiro flores
e minhas orações.
Bem no fundo de algum abismo,
estão todos os versos e flores
que atirei e
jamais voltaram...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 21:31
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2 comentários:
De Henrique Mendes a 6 de Agosto de 2007 às 20:50
Não é aí que nos perdemos? Nesse fundo de abismo, de onde não voltam esses versos e flores com que pontuamos a escrita dos nossos momentos mais significativos?
Por outro lado, não é nessa imensidão de querer dizer, que nos chega, trazida pelo vento, a consciência crua da ausência dos comentários que mais ninguém produziu ?
Muito bonito, João ! Excelente ! Abraço
Henrique Mendes


De jpcfilho a 7 de Agosto de 2007 às 23:57
Grande Henrique, lá no fundo de nossos abismos temos muitas lembranças...Tudo de bom..


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