Sexta-feira, 21 de Setembro de 2007

Autopiedade


Autopiedade

Estou acorrentado à torre
do sem fim
ali, depois da abóbada última
lá onde não falam de esperança
onde elas não chegam
onde não medra a fé.
Agnóstico de mim
descrente de tudo
compadeço-me das almas
ali perdidas
tenho dó imperativa
sinto vergonha contínua
não quero voltar
de onde vim
nenhum lugar é meu
nem ali é meu lugar
e me compadeço
das almas
daqui e dalém
e uso autopiedade.
para fugir dessa torre
e de mim...



publicado por jpcfilho às 09:25
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4 comentários:
De Intimo Misterio a 21 de Setembro de 2007 às 10:43
As palavras sussurram delicadamente
prazeres inconfessáveis e não ditos
Mãos espalmadas em busca de espaço
desafiando as leis da física...
Pernas, ora trançadas ora retesadas...
querendo quebrar todos os limites
Bocas em beijos, em cada milímetro...
engolindo toda a possível resistência

Entre lençóis,
os amantes se esquecem
eternamente do tempo ...

Assim te desejo um intenso e prazeroso fim de semana ;)

Beijo
Intimo Misterio
www.intimomisterio.blogs.sapo.pt


De jpcfilho a 22 de Setembro de 2007 às 08:21
Olá Mistério, estes teus versos estão lindos, e como sempre de bom gosto. Um maravilhoso fim de semana for you...beijs


De Lu Rosario a 21 de Setembro de 2007 às 14:13
É muito triste quando a situação chega a este ponto, onde o homem começa a ter auto piedade...muito triste... mas seu poema ta muito bem escrito, como sempre.

Beijos.


De jpcfilho a 22 de Setembro de 2007 às 08:23
Olá Lu, obrigado pelo, "como sempre", e como sempre és tb gentil...beijos


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