Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

...

Era uma vez, o rio

 

O céu chupou o rio

o rio subiu ao céu

sem escada, sem escala

e o rio choveu

para minha vidraça

para o menino

que corre doido

atrás da menina doidinha

para a planta grave

cai a chuva no zinco

e sobe o rio

contra a correnteza

voa lépido sem asas

faz o ciclo

cai o rio, no rio

que cantava

hoje geme

e carrega o homem navio

o  homem vazio

que bebe o rio

que já foi livre

mas mata a sede da planta

mata a sede da terra

mata a sede do homem

que o mata.


publicado por jpcfilho às 17:22
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6 comentários:
De Lu Rosario a 11 de Julho de 2011 às 04:28
Nossa, que liiiindo!
E o homem só destruindo o que o constitui, não sabe que um dia pode acabar. A natureza tem nos dado o troco, mas ainda assim estamos acomodados demais para preservá-la o suficiente.

Saudaaaadeeees de vc!

Beijão!


De Lu Rosário a 14 de Agosto de 2011 às 02:00
..some e nem me dá satisfações.

Você está bem?
Qualquer coisa, só me mandar um e-mail..

..Beijos!


De Lu Rosário a 20 de Agosto de 2011 às 20:10
Ei João,

Cadê as publicações outras?
Oh! Enquanto fico me bandeando para as palavras profanas, vc fica aqui com suas palavras belíssimas em formato poético. Sinto falta disso no Sem Pudor, mas não tenho tido aquele "quê" que impulsiona a escrever tais. Enfim, buscando diversificar, escrevi novo post com poesia e tudo. Não tão boa, confesso.. mas que declara meus sentimentos.

Sinto sempre saudades de vc.

E sou menina demais ainda diante de vc, eu sei disso e sei mais ainda que com amigos virtuais como vc, só tenho a aprender e aprender.

Beijão em vc!


De Lu Rosario a 27 de Agosto de 2011 às 22:22
E você, sábio como é, não poderia ficar tanto tempo sem nos encher os olhos com suas palavras. Tem dias que penso: Quem será esse homem tão digno, que é doido para comer um acarajé, que tanto conhece, tanto diz, tanto ama e vive e experiencia e que tanto sabe conquistar? Hum... fico entre dúvidas e respostas às vezes óbvias.

Vou te confessar uma coisa: meu thucothuco do meu namorado sente ciúmes de você, acredita? Ele mal sabe que todas essas palavras trocadas são carinhos de quem nutre apenas amizades.. que não começaram agora, vale salientar..né não?

Entonces, fico por aqui.. deixando um beijo e dizendo para vc no sossegar, não sossegue demais e esqueça de postar por cá.

Beijos e inté!


De M.Luísa Adães a 1 de Setembro de 2011 às 14:14
João

O poema é muito belo!

Essa história de um rio que foi bebido pelo céu
e quando chegou ao céu, deitou chuva que pranteou
tua vidraça.

E um dia o rio voltou e matou a sede do homem
que o ameaça.

João escreve mais...tu escreves tão bem...porque te
isolas?

Vi um blogs que tu aqui começaste e nunca acabaste.
Porque não escreves nele (blogs) uma das muitas coisas que és capaz de escrever e assim lhe dás vida

Dá vida a esse blogs ou cria um no google e eu te daria auxilio no encaminhar de pessoas amantes de
poesia e sei que iam gostar de ti!
Pensa e com paciência - continua e continua sempre,
até ao fim...

Vem, meu amigo...

Maria luísa


De Lu Rosário a 3 de Setembro de 2011 às 19:16
Ai João, você é um máximo!
Quer dizer a gente se conhece desde que eu engatinhava? Rsrssrsrs. Ri demais.
Mas nos conhecemos há anos mesmo e para falar a verdade..nem lembro mais desde que ano, de tanto e tanto tempo.
Ownnn... eu amo essa pessoa!

Beijão em tu!


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