Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

Turvo


'Ancient mariner' de Gustave Doré
                   “Ancient mariner”  de Gustave Doré


Sou um nada,
caminhando
na escuridão,
procurando um amanhã,
pelo menos,
cinzento.
Vivo ao critério
de ventos e tempestades
que não me pertencem,
mas visitam-me,
regularmente.
Sem decisão minha
que eu diga “Eu”,
me arrasto nas sombras
de onde vim.
Não sou,
nunca fui.
Se vou ser,
também não sei.
Dependo de critérios
alheios,
que de mim
ou de nada
sabem...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 22:31
link do post | comentar | favorito
4 comentários:
De Silvia a 28 de Novembro de 2006 às 18:26
Mais um poema triste mas como podemos escrever sobre coisas alegres se o que nos rodeia é triste? Penso que quem consegue isso é um "cometedor de proezas". Infelizmente o pobre, o fraco é sempre aquele que é mais violentado e sobrevive quem na realidade não tem escrúpulos (a maioria das vezes).

Eu vou lutando por aquilo que acredito porque tenho esperança e só quando esta terminar é que paro. Às vezes desanimo e digo que vou parar mas no fundo eu acredito e é isso que me mantém nesta busca. E o que é que todos procuramos? Você sabe responder ...não pense que é apenas amor. Amor sem saber amar é a mais triste realidade de muitos casais que conheço. O que procuro é sentir a paz e o contentamento que se sente quando a vida nos corre bem em vários aspectos. Enfim...procuro um lugar ao sol que não seja regido por convenções mas pelas minhas convicções.


Faça o mesmo e a minha Maria das Dores graças a Deus não é essa do poema. Ela tem amor e tem mais outros bens que a das Dores não tem.

Seja feliz e faça alguém feliz


De jpcfilho a 28 de Novembro de 2006 às 20:46
Olá Silvia, é isso aí, vamos lutando por nossos ideais de vida, equanto houver vida devemos lutar..E sobre o amor, é verdade tb, melhor esperar até entender que é amor mesmo, e tenho dito...beijão


De gaivotadaria a 4 de Dezembro de 2006 às 14:19
Procuramos às vezes sem saber aquilo que procuramos até dentro de nós próprios, damos voltas e voltas à volta de nós à espera de encontrar aquilo que em dias de escuridão não conseguimos enxergar, nós fazemos a escuridão ou alguém nos apaga a «luz», quem sabe...o que eu sei é que desejo que os dias nem sequer sejam cinzentos para ti. beijinho do fundo do coração.


De jpcfilho a 5 de Dezembro de 2006 às 07:38
Olá Gaivotadaria, nossos dias serão claros querida, sempre claros e airosos. E é o que te desejo tb. Todos os dias de primavera...beijos


Comentar post

.Ao som de:


.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 16 seguidores

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Ficastes

. Quase ontem

. Denúncia

. ADEUS, AMIGO

. ...

. Bendito fruto

. ...

. Amor animal

. Interiores

. A partida

.Link em selo



.tags

. todas as tags

.pesquisar

 

.subscrever feeds