Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

Turvo


'Ancient mariner' de Gustave Doré
                   “Ancient mariner”  de Gustave Doré


Sou um nada,
caminhando
na escuridão,
procurando um amanhã,
pelo menos,
cinzento.
Vivo ao critério
de ventos e tempestades
que não me pertencem,
mas visitam-me,
regularmente.
Sem decisão minha
que eu diga “Eu”,
me arrasto nas sombras
de onde vim.
Não sou,
nunca fui.
Se vou ser,
também não sei.
Dependo de critérios
alheios,
que de mim
ou de nada
sabem...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 22:31
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4 comentários:
De gaivotadaria a 4 de Dezembro de 2006 às 14:19
Procuramos às vezes sem saber aquilo que procuramos até dentro de nós próprios, damos voltas e voltas à volta de nós à espera de encontrar aquilo que em dias de escuridão não conseguimos enxergar, nós fazemos a escuridão ou alguém nos apaga a «luz», quem sabe...o que eu sei é que desejo que os dias nem sequer sejam cinzentos para ti. beijinho do fundo do coração.


De jpcfilho a 5 de Dezembro de 2006 às 07:38
Olá Gaivotadaria, nossos dias serão claros querida, sempre claros e airosos. E é o que te desejo tb. Todos os dias de primavera...beijos


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