Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006

As horas


'The passage of Time' de Gilbert Michaud
                                           "The passage of Time"  de Gilbert Michaud


Todas as horas
me apressam.
Em meu tempo, não tardo.
Tento agarrá-las...
Nascem outras horas.
É tarde,
para recomeçar
o que, lá atrás,
não disse das horas
que correm,
velozes,
contra mim.
Meu tempo
apenas olho
e não posso segurá-lo.
Ninguém pode!
Nem o rei,
nem a menina do adeus
das horas,
nem o que pensa que é
dono dele.
As horas não são de ninguém!
Nem minhas,
nem das horas,
que já são outras...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 21:33
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3 comentários:
De Cöllyßry a 19 de Dezembro de 2006 às 20:48
Meu lindo Poeta, já com saudade mas sem tempo...
logo,logo voltarei, por agora deixo meu doce beijo_____________Cõllybry


De jpcfilho a 20 de Dezembro de 2006 às 07:21
Linda Collybry, nem sei se estás lá, ou aqui. Sei que ha muito não esvoaças por essas plagas..Saudade.beijos.


De Mel de Carvalho a 21 de Dezembro de 2006 às 13:10
Amigo ... um dia escrevi um poema onde perguntava: Para onde vão as horas que passam?
Não sei, querido companheiro da poesia...
esvaiem-se como os gestos que não fazemos, os beijos que queimam a nossa boca e não damos ...
Tudo passa amigo ...
Não passamos de nadas, infinitamente pequenos, na grandiosidade deste Mundo...

Bjs (eu não tinha dito, até já?...)




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