Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

O que sinto por ti


'L´oubli des passions' de Jean Delville
                       “L'oubli des passions”  de Jean Delville


Eu acredito na vida
e nos homens.
Sempre que estás a meu lado,
sinto-me no melhor dos mundos.
Sinto os perfumes e prazeres
de todos os sentidos,
a fragrâncias do rios
e montanhas,
o aperto no coração no pôr do sol,
uma imensa e perfeita vontade
de amar o amor,
de dançar, de pular...
Enfim, de parecer
o mais perfeito idiota.
Pouco me importam minhas vaidades,
intelectualidades e limites,
pois sinto-me também criança
e passarinho,
e humano,
e acredito nos homens
e em Deus.
Quando me tocas
ou quando nos tocamos,
aí, não sei o que sinto.
São coisas inexplicáveis,
apenas de sentir.
Nada mundano ou simples.
É como se estivesse voando
e todos os prazeres do mundo,
da vida,
fossem concentrados, nuclearmente,
na tua pele, em teu todo.
Não apreendi, ainda, a explicação.
Nenhuma teatralidade
se lhe compara
e sei que nunca saberei dizer
se já houve, em todas as histórias
ou uma vez só no mundo,
em qualquer data,
algo tão atomicamente profundo,
tão nuclearmente nosso,
tão... tão... tão...
assim sutil e perigoso e suspenso,
que se completa, quando juntos.
E, quando não estás,
és o espaço vazio
que o tempo ignora.
O resto são ciúmes
e saudades...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 21:10
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