Segunda-feira, 31 de Março de 2008

As noivas


'Death the Bride' de Lucien Lévy-Dhurmer
                                          “Death the Bride”  de Lucien Lévy-Dhurmer


E a noiva de branco
abandonou um quase
cadáver, no altar
quase, por palidez
de prenúncios
macabros.
Ali, estava um homem
sem pensamentos,
de idéias fugidias,
de porte cabisbaixo,
de amanhã turvado
por aquele destino
ruinoso
de, ali, naquele momento,
ter decidido,
- aliás, já há muito decidira -
que, sem ela,
não viveria.
Então, ela, a outra noiva,
 a de negro,
esperava.
Ele saiu sem ver ninguém,
foi a um bar,
tomou um gole,
só um gole,
e ouviu-se um estampido,
só um estampido,
e caiu nos braços
da outra noiva,
para sempre...


De: João Costa Filho




publicado por jpcfilho às 14:19
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12 comentários:
De cõllybry a 31 de Março de 2008 às 19:17
A noiva de negro...a morte será...

Essa está sempre pronta, quando a hora é chegada...

Doce meu beijo


De vieira calado a 31 de Março de 2008 às 21:55
Será uma história feliz... ou trágica?
Seja como for, está envolta em mistério.
E a poesia sem mistério... passa a ser prosa.
Beijinhos


De Maria a 1 de Abril de 2008 às 00:16
Olá João espero que estejas bem.
Ando sem muito tempo, mas já te tinha deixado um comentário.
Tão triste o teu poema, mas tão belo.
A morte é bela em lágrimas de pranto acesa, porque o amor anda nublado em busca da plena certeza.
Torno-me viajante vagabundo, sou noivo por um segundo.
Beijinhos e um sorriso :)
Maria


De Sonhosolitario a 1 de Abril de 2008 às 06:32
ola amigo João este poem atem tudo de tão belo como de verdadeiro ,as vezes não gostamos de enfrentar a realidade ,mas temos de viver com ela amigo .faz parte da vida ,
um abraço e uma boa semana amiguinho e muita felicidade para ti .muita boa sorte.
seu amigo
sonhosolitario


De menina sonhadora a 1 de Abril de 2008 às 10:31
olaaa!
muitas vezes tentamos fugir da realidade, entraramos noutro mundo, mas a verdade é que temos que viver com ela.
bjs


De carla granja a 1 de Abril de 2008 às 14:31
ola amigo joao. A morte ta sempre espreitando em cada esquina da vida e dela nao nos vamos livrar
te desejo uma optima semana ev passa por ca
bjo
carla granja


De efeneto a 1 de Abril de 2008 às 14:38
O dilema que muitas vezes nos assalta. O mistério...tristeza ou felicidade. Ficamos na duvida do sentido das palavras. Ficamos apenas com a beleza delas.

Amgo João, na impossibilidade de ser de outra maneira, gostaria que espreita-se este meu projecto e me disse-se algo pois gostaria de o ter na lista das "Opiniões..."
Um espaço onde quero juntar todos os amigos comuns para opinar sobre temas e ideias. Aguardo a sua apreciação.
o meu email é o seguinte.

efeneto@sapo.pt

O projecto está no meu perfil e o link é o seguinte:

http://projectoamizade.blogspot.com/

Abraço amigo.


De ana poeta. a 1 de Abril de 2008 às 16:11
J.C.Filho.

Estes teus versos me lembrou o grande poeta Augusto do Anjos, c sempre conseguiste ranscrever sentimentos c poucos o faz.

Beijos Poéticos.
;**


De ana poeta. a 1 de Abril de 2008 às 16:12
J.C.Filho.

Estes teus versos me lembrou o grande poeta Augusto do Anjos, c sempre conseguiste ranscrever sentimentos c poucos o faz.

Beijos Poéticos.
;**


De São Banza a 1 de Abril de 2008 às 17:32
Que trágico, não?
Abraços.


De Lu Rosario a 2 de Abril de 2008 às 03:46
Ui.. esta imagem é macabra, João.

E a noiva segue.. qual será o seu destino?

Beijos.


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