Sábado, 3 de Abril de 2010

A esquina


'Nighthawks' de Edward Hopper
                                                 "Nighthawks"  de Edward Hopper


Naquela esquina,
havia muitos sorrisos
e queridas silhuetas
que preenchiam o bar,
o quarteirão
e minha estima...
Quando, desapercebido, passo
nessas paragens,
ainda sinto a emoção
em melancólicas lembranças
de cada um...
Como me fazem falta
aqueles rostos queridos
e também os nem tanto...
Por isso, às vezes, evito certos sítios
de muitos ausentes...
Não quero amofinar
ou definhar saudade...
Foram ótimos tempos de rir.
Hoje, bom de lembrar,
mas como fazem falta
aquelas presenças...
Hoje, quase não tenho amigos,
portanto, sorrio menos
e converso pouco.
Com quem falar de coisas esquecidas,
se já sou quase um fardo,
para os neófitos
que se multiplicam
naquela mesma esquina?...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 10:59
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De M.Luísa Adães a 7 de Abril de 2010 às 17:23
Quanta lembrança passada
Quanto tempo vivido sem nada
Quanta alegria escutada
Quantos anseios
E desejos de Nada.

E agora os amigos se foram,
Não dá para falar
Não dá para sorrir.

Continuas a ser tudo,
Quanto desejaste
Quanto fizeste
Quanto foste

E ainda és, aquele que não fez tudo
E ainda tem tanto a fazer...

Este de quem falo
És tu,
O outro que é "um fardo
Para os neófitos
daquela esquina..."

Não sei quem é!...

Parabéns pelo regresso,
Belo poema!

Maria Luísa


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