Segunda-feira, 19 de Março de 2007

Velho (pai)


'Allegory of age' de Abraham Bloemaert
                                        "Allegory of age"  de Abraham Bloemaert


Velho,
já me chamam de Velho,
mas é assim a rotativa.
É, Velho!...
Outros Velhos virão,
como você,
como os filhos e gerações.
Mas, Velho,
nessas passagens, me perdoa,
porque ninguém te eterniza.
És, apenas, um segmento,
um elemento sem imortalidade.
Mas, Velho, irmão e amigo,
tudo o que sinto por ti
é veneração.
Queria te provar,
não com o ombro amigo,
mas com as conquistas
que me imaginaste,
mas, Velho,
antes do final,
meu e teu,
quero estar contigo
e, num abraço grande
e amigo,
olhar nos teus olhos
e dizer-te coisas esquecidas...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 20:34
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4 comentários:
De gaivota da ria a 20 de Março de 2007 às 23:04
Este poema é sublime, porque sublime é o sentimento que une um pai e um filho, o meu pai está ainda comigo e que penumbra ao vislumbrar a separação inevitável...


De jpcfilho a 21 de Março de 2007 às 08:04
Olá Gaivota, e eu digo sempre que, quem tem pai não é so uma pessoa, mas muitas....beijos


De Maria Regina a 9 de Abril de 2007 às 01:16
Amei o seu blog, posso usar uma de suas poesias em um trabalho meu.
Obrigada pela inspiração.
Um abraço Maria


De jpcfilho a 10 de Abril de 2007 às 17:38
Olá Maria Regina, obrigado pela inspiração... E pode usar à vontade quantos quiser. Autorizada portanto, e fico honrado...Abraço..


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