Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Solidão

 


'The lamentations of the Poet' de Gustave Moreau
“The lamentations of the Poet” de Gustave Moreau


A minha solidão
me faz distante.
É feita de quedas,
de onde grito saudade
ao topo do mundo,
amargo e me fortaleço
de nada.
Se só,
tenho a enfrentar
intempéries invernais
e o macambúzio abandono
de mim.
Suspenso entre dois vazios,
penso  amores,
cogito presenças,
alguma presença.
E o relógio diz,
o tempo urge,
o mundo roda,
a natureza reverbera
e, eu continuo de olhos curvos,
a pisar em estradas
estranhas de mim,
luas, sóis, estrelas,

tudo distante
não canto mais musas de amanhã.
se sou invisível,

e meus sonhos inacabados
Com quem falar

de coisdas esquecidas

se quem está,

ainda não veio...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 17:42
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6 comentários:
De Maria a 14 de Agosto de 2009 às 01:25
Olá, joão! Espero que estejas bem.
A tua solidão é um canto que estremece a alma do ser e não existe tempo.Escravo de ti na masmorra do silêncio. Até ao amanhecer que está para vir.Belo como sempre, Poeta
Beijinhos e um sorriso :)
Maria


De Sonhosolitario a 15 de Agosto de 2009 às 19:40
olá amigo Jpcfilho ,desculpe amigo mas não sei o que se passa no seu blog,estavá tudo em branco, e eu não conseguia comentar,
aqui vai este comentario ao seu lindo poema,
O Sapato
Um dia um homem já de certa idade tomou um ônibus. Enquanto subia, um de seus sapatos escorregou para o lado de fora. A porta se fechou e o ônibus saiu; então ficou impossível recuperá-lo.


O homem tranqüilamente retirou seu outro sapato e jogou-o pela janela.


Um rapaz no ônibus, vendo o que aconteceu e não podendo ajudar ao homem, perguntou:
- Notei o que o senhor fez. Por que jogou fora seu outro sapato?


O homem prontamente respondeu
- De forma que quem o encontrar seja capaz de usá-los. Provavelmente apenas alguém necessitado dará importância a um sapato usado encontrado na rua. E de nada lhe adiantará apenas um pé de sapato.


O homem mostrou ao jovem que não vale a pena agarrar-se a algo. simplesmente para possui-lo e nem porque você não deseja que outro o tenha.


Perdemos coisas o tempo todo. A perda pode nos parecer penosa e injusta inicialmente, mas a perda só acontece de modo que mudanças, na maioria das vezes positivas, possam ocorrer em nossa vida.


Acumular posses não nos faz melhores e nem faz o mundo melhor. Todos temos que decidir constantemente se algumas coisas devem manter seu curso em nossa vida ou se estariam melhor com outros.
tirei está ideia da net ,
espero que goste ,porque a solidão nunca está só ,
um grande abraço ...
sonhosolitario


De paulovilmar a 19 de Agosto de 2009 às 05:10
João!
A solidão é fera
a solidão devora!
ABraços


De M.Luísa Adães a 19 de Agosto de 2009 às 09:02
joão

Feliz por te encontrar e ao teu "Espelho de Sombras"
já curado daquela doença que o atingiu a ele e a
mim, pois me deixou saudosa, sem saber que fazer.

Volto mais tarde ao teu poema; estou de férias, mas
volto!

Beijos,

Maria luísa


De M.Luísa Adães a 19 de Agosto de 2009 às 18:16
Olá joão

Quanta saudade de ti
nada disseste,
não foi possível dizer,
mas escreveste
e retornaste,
isso me encanta
e me deixa feliz.

Vamos falar de coisas esquecidas?
vamos falar
do que tu quiseres.

Não esqueças,
os sonhos são sempre
inacabados,
mas sonhamos
outros sonhos
inacabados também...

Mas um dia havemos
de acabar os sonhos
e conhecer tudo
até ao fim...

Mas me parece
que os sonhos
não devem ter final!

Lindo o teu poema, como sempre!

beijos,

Mª. Luísa



De Lu Rosario a 20 de Agosto de 2009 às 02:57
A solidao me lembra os ponteiros dos segundos..

...saudades de vc!

Beijos.


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