Quinta-feira, 13 de Agosto de 2009

Solidão

 


'The lamentations of the Poet' de Gustave Moreau
“The lamentations of the Poet” de Gustave Moreau


A minha solidão
me faz distante.
É feita de quedas,
de onde grito saudade
ao topo do mundo,
amargo e me fortaleço
de nada.
Se só,
tenho a enfrentar
intempéries invernais
e o macambúzio abandono
de mim.
Suspenso entre dois vazios,
penso  amores,
cogito presenças,
alguma presença.
E o relógio diz,
o tempo urge,
o mundo roda,
a natureza reverbera
e, eu continuo de olhos curvos,
a pisar em estradas
estranhas de mim,
luas, sóis, estrelas,

tudo distante
não canto mais musas de amanhã.
se sou invisível,

e meus sonhos inacabados
Com quem falar

de coisdas esquecidas

se quem está,

ainda não veio...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 17:42
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De paulovilmar a 19 de Agosto de 2009 às 05:10
João!
A solidão é fera
a solidão devora!
ABraços


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