Sexta-feira, 30 de Março de 2007

Falemos de amor


'Amoretta and Time' de John Dickson Batten
                            “Amoretta and Time”  de John Dickson Batten


Anda, menina, acorda.
Uma sombra pousou, aqui,
e nos ameaça
com outras desordens.
Acorda...
Temos de decifrar
os códigos etéreos
ou jamais assistiremos
ao pôr do sol
ou exorcizaremos nossos medos.
Acorda, menina.
Temos de ler as inscrições
na eternidade.
Um pássaro logo passará,
nós passaremos todos
e, ante as batalhas e guerrilhas
que enfrentaremos,
enfrentaremos sombras,
sombras de homens
crucificados.
Precisamos de encontrar o mapa
dos caminhos
ou algum alento.
Precisamos, também,
de um planisfério
e de um novo pôr de sol.
E temos que
desencriptar o verbo
e falar de amor...
Só assim veremos a luz...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 22:01
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De Silvia a 31 de Março de 2007 às 13:24
É claro que na poesia não se pode nem se deve ser rigoroso quando se fala de um qualquer sentimento até porque a escrita é em verso e não em prosa o que dificulta a exploração detalhada de um assunto. E é por isso que os versos ou seja a poesia é suave e agradável de se ler.
No entanto, quando fazemos comentários podemos explorar os aspectos mencionados de uma forma mais rigorosa e ...o que eu comentei no último comentário foi a sua frase "fugir do amor" dita não no poema mas na resposta a um comentário meu. Será possível fugir do amor? Como? Este sentimento transparece e por muito que tentemos esconder só queremos estar junto da pessoa amada. Torno a perguntar:
"Como se foge do amor?"
Beijos


De jpcfilho a 31 de Março de 2007 às 18:12
Olá Silvia, sua pergunta é impossível de responder, pois particularmente acho que ninguém tem condições de fugir do amor... Muitos podem dizer que o fazem, mas não acredito...De um sentimento como esses, no máximo podes adiar, ou viver eternamente com a mágoa...beijos.


De Silvia a 31 de Março de 2007 às 18:51
Adiar como?
- Olha, eu amo-te mas agora tenho umas coisas a fazer e depois ligo para ver se ainda estás disponível!
Será assim?

Ou:

-Eu amo-te mas sou masoquista e quero sofrer como tal quero que fiques "longe da minha vista".

Eu não acredito que ninguém adie o amor porque é um sentimento sem limites.

Por vezes as pessoas confundem amor com mera "atracção". Aí se conseguirmos racionalizar dá para adiar.

Penso eu de que...

"Que eu tenha peso e medida em tudo...menos no amor"
Balaguer

O que falta é um testo e não confundir com fugas...nós fugimos ao fisco, às contribuições mas ao amor...que desculpa mal inventada para se dizer que n se ama ninguém.

Beijos


De jpcfilho a 31 de Março de 2007 às 22:51
Olá Silvia, digo adiar, que é esperar um novo amor. Pois não como nas historinhas, amor eterno, esses são poucos... E nós podemos amar mais de uma vez, e se não dá certo agora pode muito bem dar mais tarde. E sempre é, e pode ser amor, independente ser o primerio ou o quinto....beijos


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