Sábado, 31 de Março de 2007

Destino


'Destin' de André Roulliard
                           “Destin”  de André Roulliard


Partirei como cheguei,
em alguma asa alada,
que, não sei de quê,
vou contrariado
como vim, sem consulta.
Vou. Não tenho opção
e comigo nada de meu levo
de importante,
nem deixo saudades
verdadeiras.
Só as habituais lamúrias
de roteiro previsto.
Nunca tive um grande amor,
apesar de constantemente apaixonado.
E tantas vezes persegui,
cacei, busquei
o verdadeiro, o único amor
das histórias sem fim,
mas não fui cooptado.
Fui abduzido
desta honraria.
Não deixo muitos amigos.
Deles, nada levo.
De tudo, nada entendi
nem aprendi a decifrar
enigmas ou mistérios.
Parto vazio como vim
e a isso chamam
destino...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 22:15
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6 comentários:
De Silvia a 1 de Abril de 2007 às 11:45
Amar...
Um homem talvez só ame verdadeiramente uma vez na vida e se tiver esse previlégio...e quem disse que não pode ser como nas histórinhas? (ver comentário anterior)
Um grande amor tem que ser como nas histórinhas.
Existem pessoas que morrem sem saber o que é o amor e vivem com uma pessoa...sabe porquê? Têm uma intensa amizade. Nunca confundir amor e amizade.

Há que respeitar a palavra "amor" porque não é um sentimento vulgar que aparece quando queremos, onde queremos e às vezes nem chega a aparecer...agora "desejo sexual" é algo mais vulgar e cada vez mais...basta ir à esquina mais próxima.

Qualquer dia você me vai "bater" mas é assim que penso e quem não diz o que pensa é cobarde.

Não se ama cinco ou seis vezes ... a não ser que se seja um grande previligiado...porque quando é amor não vai fácilmente embora.

Se quiser que eu deixe de expressar a minha filosofia de vida porque o incomodo é só dizer.

Beijinhos


De jpcfilho a 1 de Abril de 2007 às 19:00
Olá Silvia, um dia vou te bater sim, mas com um ramo de rosas coloridas, as mesmas que deixarás em minha lápide...Dizer e contradizer faz parte de uma boa amizade, mas pouco somos contraditórios, pois somo quase tudo que dizes, portanto se houver guerra, será carinhosa, e jamais pediria que vc deixasse de dizer o que pensa com a honestidade que diz...Já eu sei ser um boquiroto, por isso não assunte tudo que escrevo. E paz na terra, e temos toda a vida para concordarmos ou não... Mas é bom e proveitoso...beijos.


De Mel de Carvalho a 1 de Abril de 2007 às 15:41
Querido amigo,
Deste tempo que vivemos, levamos muito e deixamos muito...
em certos momentos, custa a pensar desta forma. Mas a verdade é que é o no silêncio da terra que a semente floresce... que é no escuro breu que a raiz se fortifica ... então, temos de acreditar que, e não obstante nos parecer o contrário, a nossa existência deixa sementes e que um dia, quem sabe, árvores lindas nascerão do que julgámos "tempos perdidos"...
A tua poesia é disto prova... semente de uma alma ...
Um prazer ler-te, sempre!

Estou de volta, de lá dos mundos Mayas ...
Bjs d(a)e Mel


De jpcfilho a 1 de Abril de 2007 às 19:03
Querida amiga Mel, a mil anos te espero e procuro, onde te escondes... Pensei que tinhas deixado-nos... Fazes falta...beijos


De Cöllyßry a 3 de Abril de 2007 às 16:41
Sempre se parte com mais um pouquito...bom ou menos bom, vencer é o nosso destino...bjoca terno Poeta


De jpcfilho a 5 de Abril de 2007 às 09:53
Olá Collybry, é isso aí, vencer e amar, é muito importante amar...beijos


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