Domingo, 20 de Julho de 2008

Mil sentidos


'Mind blowing' de Nicholas Cann
                “Mind blowing”  de Nicholas Cann


Eu sou, percebo,
toco-me, apalpo-me,
sinto-me: cinco sentidos,
todos lépidos, vivos, sensíveis.
Todos em tudo
e muitos outros
nos muitos sentidos.
Escuto a “Ave Maria” de Gounot,
ausculto, prevejo,
antecipo e olho,
além, o cheiro que antecede
as ondas do mar,
as águas da chuva.
Vejo Elas passarem
Cheias de Graça.
Sinto muitos sentimentos.
Muitas vontades
aguçam minha inquietude,
muitos desejos me atormentam
e se multiplicam em vê-la,
ouvi-la, senti-la toda.
Tenho tantos tactos,
tantas cores e sons.
Povoam-me, estão em mim
tantas emoções sentidas
e mais sentidos
e percepções me aguçam
para o viver e morrer.
Tantos, que nenhuma vã filosofia
enumera
ou ciência acode
um pouco do que sou,
além de mim.
Pássaro solto, perdido,
no espaço sem fim,
voo através do tudo
e do nada.
Fênix louco
renascendo Dela,
todos os dias e noites.
Eu e meus mil sentidos,
soltos...


De: João Costa Filho


 


publicado por jpcfilho às 14:34
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De cõllybry a 21 de Julho de 2008 às 19:28
Olá terno e delicado Poeta,

Todos os sentidos são unicos, são para perservar...

Intensamente sentido

Beijitos doces


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