Segunda-feira, 30 de Junho de 2008

Salto triplo


'Exotic redhead grotto' de Richie Fahey
            “Exotic redhead grotto”  de Richie Fahey


Um morno vento da tarde
trouxe-me os cabelos de fogo
e os olhos marejados
e verdes.
Trouxe tudo
que era de trazer:
carências múltiplas
e melancólicas saudades
de canções inesquecíveis.
Chegou com a esperança
e, mais uma vez,
trapezista,
arrisco o salto triplo
para dentro daqueles olhos
de espera.
Estava, pendularmente,
sofrido.
Estava... Agora, nem tanto,
se já esculpo e teço
alvíssaras.
Linda mulher,
cabelos de fogo
e olhos verdes
e marejados,
pareces-me o amanhã
e já nem lembro
o passado.
Estou, novamente, vivo
e, trapezista,

me exponho...


De: João Costa Filho


 


publicado por jpcfilho às 05:52
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9 comentários:
De ana poeta. a 30 de Junho de 2008 às 16:26
J.C.Filho.

Que as "alvirras" perdurem pr td o sempre, afinal é sempre bom termos um amor pra amar. E com uma pintura surreal dessa onde os teus sentimentos desenharam tamanha perfeição...o resulta a expor(se) sem medo ou culpas.

Beijos Poéticos.
;***


De oriona a 1 de Julho de 2008 às 01:50
Obrigada pela visita e consideração!

Tuas palavras são tão lindas, parabéns pela poesia que existe em teu coração!

Grande abraço!


De Secreta a 1 de Julho de 2008 às 14:33
Estás novamente vivo , novamente acordado para o amor ... :)
Beijito.


De Pólvora a 1 de Julho de 2008 às 18:07
sem palavras, gostei bastante deste poema!

bjs


De cõllybry a 2 de Julho de 2008 às 19:24
No amor, é quese sempre um salto triplo...

Que belo poetar, doce Poeta

Beijitos


De isasol a 3 de Julho de 2008 às 14:42
Olá querido amigo,

O amor é isso mesmo, um salto triplo.
Felicidade amigo e um beijinho cheio de ternura, Isa


De efeneto a 3 de Julho de 2008 às 22:15
...saltamos o amor e no amor quantas vezes necessitamos...Abraço


De Eärwen Tulcakelumë a 4 de Julho de 2008 às 21:04
O amor tem o poder de nos fazer renascer. Lemos o amor transformado em versos.

Pérolas incandescentes de luz aqui deixo.

Eärwen


De Andrew Pineo a 6 de Janeiro de 2009 às 00:08
A Margem de Silêncio
Tenho um pedaço de mim, prisioneiro de nada,
Sem propostas, pertences,
idéias, símbolos nem fachadas desmascarar.
A mesma parte de mim é
Refém de vazio absoluto.
Outra parte de mim pergunta-se,
Em freefall, a origem deste sentimento,
Em abismos insondáveis e esquecimento.
Esta porção restante é muda,
Sempre mudo.


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