Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

Diluído


'Form-spirit transformation' de Giacomo Balla
                       “Form-spirit transformation”  de Giacomo Balla


Tem uma parte de mim,
bem distante,
onde nunca fui
e, com certeza, nunca irei.
Tem outra parte de mim,
tão fundo
lá dentro de mim,
que não vejo
ou sinto.
Tem outra parte de mim
colada em uma criatura,
em dependência morfológica.
Outras partes espalhadas
neste imenso universo
de tudo:
paixões relâmpagos
em algum Everest
da última galáxia.
Estou, geograficamente, tão diluído
que também não sei onde

poderei estar...


De: João Costa Filho


 


publicado por jpcfilho às 13:39
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De Alzira Macedo a 28 de Janeiro de 2009 às 10:15
Olá bom dia amigo....
tudo bem contigo?

Não me leves a mal, mas gostei do teu poema e tentei escrever a outra parte de ti....

A outra parte de ti

Eu que longinquamente te sinto
te procuro, te leio
sinto o prazer em te responder sem receio
Permaneces, onde nunca chegarei
és, o que nunca descobrirei
vives onde nunca irei
és a outra parte de mim
que busca sem ter fim
busca a paz, o carinho a partilha
a razão de viver sem medida
diluídos por tanto querer abraçar
abrindo braços e rumos
onde te possas ir aconchegar
Confundidos nas paixões
os relâmpagos nos destroem por varias razoes
espalhando um pouco do nosso ser
pelo universo da ilusão
ao encontro de quem
te dei-a a mão


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