Quinta-feira, 17 de Abril de 2008

Meus versos


'The Poet as a wayfarer' de Gustave Moreau
                                    “The Poet as a wayfarer”  de Gustave Moreau


Tento fazer uns versos
que digam de minhas
intenções e frustrações,
de toda a força desmedida
que me assoberba,
de toda a fúria e dor,
das demandas inalcançáveis,
do amor desperdiçado
ou que, sequer, foi amor,
do grito na garganta, preso,
dos encontros e desencontros,
das perdas e danos,
de todos os furacões de paixões
avassaladoras que me possuem,
de minhas verdades e mentiras...
Meu terrível Eu,
pulsando...
Mas são tão independentes
como pensei ser, um dia,
quando pensava que podia
escrever poemas de truz
que me elevassem à qualidade
de cantador de luz.
Prisioneiro da independência,
fiquei como meus versos,
sem distração
e relegado para categorias
menores...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 05:51
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De efeneto a 18 de Abril de 2008 às 11:30
Eu preciso de um poema alegre
Emoldurando uma semana triste
É necessária uma cor no cinza
Desta inútil dor que persiste.

Eu preciso de música vibrante
Melodia, um canto que espante
Atingindo em cheio com cantos
Todos meus obscuros recantos

Eu preciso dum pulsar da vida
De novo alento, ares do vento
Sentir no sangue em movimento
Vontade de outra vez renascer

Eu preciso de um poema alegre
Palavras que tragam o encanto
Pois para quem já viveu tanto
Tudo o que resta é continuar.

Resta continuar a desejar um fim-de-semana cheio de amizade.


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