Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

Exegese

De: João Costa Filho

 

 

 

 


Nunca juntou à sua música
uma só palavra
de explicação da poesia.
Ia tocando, cantando
e mesclando o dia com a noite,
como se nunca fosse parar.
Não se interrompeu, sequer,
na transição dos movimentos
ou dos cantos dos pássaros...
Não se interrompeu, sequer,
para explicar os sonhos
ou para contradizê-los.
Mas nem todos os sonhos
são contraditórios.
Muitos são a essência da alma
e só realizáveis como sonho,
por isso são sonhos...
E, para entendê-los,
são necessários os intérpretes
que são decifradores
e livres na sua exegese,
que não é menos complicada
do que a dos sábios
ou dos poetas. 


 


publicado por jpcfilho às 17:16
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De M.Luísa Adães a 24 de Maio de 2009 às 14:37
jFilho

Talvez não fosse necessario, acrescentar uma só
palavra.
Tudo foi dito na música que tocava.

Que interessam as palavras?

Por vezes não são necessárias, elas andam a voar
por outros lugares, numa espécie de luta.

Não explicou nada,
Nada havia a explicar
Porquê se incomodar?

Tudo foi dito
na música que tocava.

Não peça mais e mais,
Sonhe o sonho dos poetas
Enquanto espera.

Lindo poema.

Maria luísa


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