Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

...

Era uma vez, o rio

 

O céu chupou o rio

o rio subiu ao céu

sem escada, sem escala

e o rio choveu

para minha vidraça

para o menino

que corre doido

atrás da menina doidinha

para a planta grave

cai a chuva no zinco

e sobe o rio

contra a correnteza

voa lépido sem asas

faz o ciclo

cai o rio, no rio

que cantava

hoje geme

e carrega o homem navio

o  homem vazio

que bebe o rio

que já foi livre

mas mata a sede da planta

mata a sede da terra

mata a sede do homem

que o mata.


publicado por jpcfilho às 17:22
link do post | favorito
De M.Luísa Adães a 1 de Setembro de 2011 às 14:14
João

O poema é muito belo!

Essa história de um rio que foi bebido pelo céu
e quando chegou ao céu, deitou chuva que pranteou
tua vidraça.

E um dia o rio voltou e matou a sede do homem
que o ameaça.

João escreve mais...tu escreves tão bem...porque te
isolas?

Vi um blogs que tu aqui começaste e nunca acabaste.
Porque não escreves nele (blogs) uma das muitas coisas que és capaz de escrever e assim lhe dás vida

Dá vida a esse blogs ou cria um no google e eu te daria auxilio no encaminhar de pessoas amantes de
poesia e sei que iam gostar de ti!
Pensa e com paciência - continua e continua sempre,
até ao fim...

Vem, meu amigo...

Maria luísa


Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.


.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 16 seguidores

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. Ficastes

. Quase ontem

. Denúncia

. ADEUS, AMIGO

. ...

. Bendito fruto

. ...

. Amor animal

. Interiores

. A partida

.tags

. todas as tags

.pesquisar

 

.subscrever feeds