Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2006

Velho (pai)


'Allegory of age' de Abraham Bloemaert
                                     "Allegory of age"  de Abraham Bloemaert


Velho,
já me chamam de Velho,
mas é assim a rotativa.
É, Velho!
Outros Velhos virão,
como você,
como os filhos e gerações.
Mas, Velho,
nessas passagens, me perdoa,
porque ninguém te eterniza.
És apenas um segmento,
um elemento sem imortalidade.
Mas, Velho, irmão e amigo,
tudo o que sinto por ti
é veneração.
Queria te provar,
não com o ombro amigo,
mas com as conquistas
que me imaginaste,
mas, Velho,
antes do final,
meu e teu,
quero estar contigo
e, num abraço grande
e amigo,
olhar nos teus olhos
e dizer-te coisas esquecidas...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 21:54
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1 comentário:
De Anónimo a 24 de Janeiro de 2006 às 13:49
eu acho k velhos são os trapos... apenas há pessoas mais experientes.. bjocrisflora
(http://crisflora.blogs.sapo.pt)
(mailto:crisflora@sapo.pt)


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