Terça-feira, 25 de Abril de 2006

Só uma alma


'La belle Dame sans merci' de Sir Frank Dicksee
                                     “La belle Dame sans merci”  de Sir Frank Dicksee


Ah!... Como está doendo
uma ferida aberta,
mais do que o tempo,
às dúvidas que me impuseste,
com teu comportamento
leviano,
pois se, já de tempos,
fizeste-me juras,
promessas utópicas
e, agora, dispensas
tudo o que dizias
com palavras,
promessas e fantasias
de tais prestezas,
que me acomodava
às sutilezas
partidas.
E, assim, está doendo
a dor do tempo
perdido,
hoje, dia a dia,
a fragmentar este homem,
enquanto outra alma ri,
que sofrer
é o extremo
de uma das almas:
A minha...


De: João Costa Filho




publicado por jpcfilho às 20:02
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10 comentários:
De pedaço de lua a 25 de Abril de 2006 às 22:04
aii voeiei neste poema.. sinto me assim nostalgica de amores.. beijooos


De jpcfilho a 3 de Maio de 2006 às 08:28
Obrigado Pedaço de lua, mas que voar é bom não tenhas dúvidas...beijos


De Sandy a 26 de Abril de 2006 às 00:32
Ai as promessas... Não serão todas elas utópicas enquanto não são cumprridas? Belas palavras, às quais me vou já habituando! :-) jokinhas


De jpcfilho a 3 de Maio de 2006 às 08:31
Querida Sandy, palavras por mais enganosas nos fazem bem, e não dá para identificar...beijos


De Sandy a 26 de Abril de 2006 às 00:33
cumpridas* e não cumprridas! Desculpa o lapso! he he ;-)


De pequenita a 26 de Abril de 2006 às 16:06
Sobre areias finas,
num lugar distante
te amarei...
desaguando no teu mar
minha longa espera

e sob um por de sol,
nesse lugar que eu sei
me amarás...

Do enleio dos teus braços
cativa ser,
do teu corpo a extensão.
no teu sexo estremecer,
no teu colo repousar
adormecer.....

E se uma lua de prata
vier reflectir-se no nosso olhar,
achas acesas na noite seremos ..
e depois do amor dois lagos serenos…
dois corpos amantes espelhando à luz
almas de mulher.

kisssssss :o)


De jpcfilho a 3 de Maio de 2006 às 08:33
Pequenita, com tanto amor para dar, já estas no paraíso...beijos


De Cöllyßry a 30 de Abril de 2006 às 17:18
Verdade que só existe uma Alma de cada vez que aqui se vem...mas em ti quantas Almas existiram de Ti??
Mas gostei muito do poema, mesmo dolorido...
Poeta te deixo o meu terno e doce olhar
e um esvoaçar do Vitral...
Bjocas
Collybry


De jpcfilho a 3 de Maio de 2006 às 08:35
Querida Collybry, teu terno olhar de vitral, já me é rico. beijos


De Cöllyßry a 3 de Maio de 2006 às 15:31
Hoje Te deixo
Te deixo meu doce olhar da curiosidade do indiscretoolhar...
Bom dia para Ti...
Bjoca
Collybry


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