Quarta-feira, 3 de Maio de 2006

Do fundo do baú (23)


'Searching for the 4th Dimension' de Salvador Dali
                                 "Searching for the 4th Dimension"  de Salvador Dali


Apenas um peregrino *

Peregrino de sonhos,
onde me arrasto trôpego,
na procura esquisita
de não sei o quê...
Ruas vazias,
idéias vazias,
mundo vazio
assoberbam-me
de nada
ou quase...
Sobre minha cabeça,
chuviscam esquecimentos,
em intermitentes pancadas.
Aí, por dentro,
tudo inacabado,
em decomposição
e saudade
nem sei do quê...
E, assim,
continuo tropeçando
em sombras
e, de olhos desvairados,
procuro
não sei o quê...
E vou em frente
com minha desordem mental,
meus desvarios,
minhas incertezas...


De: João Costa Filho

* 1.ª publicação – 29 de Novembro de 2005



publicado por jpcfilho às 20:38
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9 comentários:
De Maria a 3 de Maio de 2006 às 21:19
Nesta peregrinação que é a vida temos de ter força,para seguir em frente e não somos apenas peregrinos,somos luz na nossa procura.
Gostei muito deste teu poema.
Beijinhos
Maria


De jpcfilho a 4 de Maio de 2006 às 09:49
Oi Maria, que bom que tnhas gostado, fico comovido mesmo... beijão


De Sandy a 4 de Maio de 2006 às 00:10
Peregrino sem rumo, à procura de tudo e de nada. Um peregrino
em busca de mais, aqui e além. As sombras pisadas por ele não o assustam nem o acompanham. Ele está só com as suas incertezas e os seus desvarios. Afinal não passa de um "peregrino de sonhos". Muito lindo o teu texto. Beijinhos.


De jpcfilho a 4 de Maio de 2006 às 09:51
Querida Sandy, adorei teu comentário, mas és suspeita! beijos


De Sandy a 4 de Maio de 2006 às 13:37
Suspeita eu? he he he
Beijinhos


De Lu Rosário a 4 de Maio de 2006 às 02:38
Pelo menos sabe-se que se procura algo..


De jpcfilho a 4 de Maio de 2006 às 09:55
Lu querida, a gente nunca sabe, nem está satisfeito, penso que o tempero da vida essa incerteza. E Vitória da Conquista, um dia vou conhecer,,,beijos


De pequenita a 4 de Maio de 2006 às 12:19
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.
Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!
Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!
Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

Florbela Espanca




De jpcfilho a 6 de Maio de 2006 às 09:28
Ola Pequenita, o sujeito tanto bate quanto Espanca, magina se eu escrevesse assim????beijos


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