Segunda-feira, 8 de Maio de 2006

Unos


'Couple on the shore' de Edvard Munch
                                             “Couple on the shore”  de Edvard Munch


Sou tua única referência
e és a minha,
de solidão, de vida,
de momentos trocados,
únicos de confidências.
Sou o dono de tuas dores
e de teus amores.
Sou teu aconchego no leito
da noite indormida,
de mil problemas
do cotidiano.
Sou tua morte preterida,
com meus afagos
e consolos.
Sou eu que ralho contigo,
por te descuidares
de ti.
Sou eu que te amo.
Sou eu que te ensino
a te amares,
pois, assim, serás mais minha
e eu mais teu.
Sou eu que acordo toda a noite,
para te vigiar,
para sentir tua paz
e só assim fico em paz.
Sou eu que não vivo sem ti.
És tu que me dás a autoridade,
para o dia a dia.
Sem ti, sou um sozinho
na multidão.
És tu que me acordas
todas as manhãs
e me dizes bom dia
e zelas por
nosso futuro,
com o desjejum do amor,
que me fazes ninar,
que tens mil cuidados,
para que eu não te falte.
És tu que, com ansiedade,
me esperas, quando
ainda venho longe,
me olhas, doce, às refeições.
És tu e sou eu,
e mais ninguém,
que temos a certeza
que somos unos
e nos precisamos,
para sobrevivermos...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 21:03
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4 comentários:
De impressaodigital a 9 de Maio de 2006 às 11:25
hum...é assim o amor: em que dois se tornam um.


De jpcfilho a 10 de Maio de 2006 às 08:24
Ola Impressão Digital, é isso aí o amor só existe quando os dois se unificam...abraço..


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