Domingo, 14 de Maio de 2006

COSTA


'Carving his name'  de William Davis
                                            “Carving his name”  de William Davis


Carrego um estranho
às minhas costas,
um estranho nome
que a ninguém serve,
que não tramitará,
não nomeará gerações,
não será mais nome
ou sobrenome.
Não será nada,
pois carece de substância
ou carisma...
É, apenas, uma palavra
sem sentido,
que não sobreviverá.
Morrerá comigo,
como um grito
na garganta do enforcado.
É um nome à toa, pálido, sem brilho,
que não terá continuidade,
por desinteressante
ou simplório,
nesses caminhos tortuosos,
onde não é sombra de nome
ou sobrenome.
Apenas, uma palavra vazia
de significado vazio,
como eu,
que não sei explicar seu fracasso
ou sua morte súbita.
Por isso, morro, como ele,
sem dizer a que vim,
sem cumprir a missão:
incompletos...
Adeus Costas!...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 21:53
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De Sandy a 15 de Maio de 2006 às 00:39
Damos nomes à coisas e aos seres porque queremos distingui-los no meio de outros tantos parecidos. Mas nomear é também fazer daquilo ou daquela pessoa algo que nos tocou a alma. Nunca nomeamos as coisas ou pessoas por acaso. E, mesmo se, quando morremos, ele morre connosco, há sempre alguém que nos recorda gravando nosso nome numa árvore, num papel ou no coração... beijokas :-)


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