Domingo, 16 de Julho de 2006

De amor


'Le bonheur de vivre' de Henri Matisse
                                            “Le bonheur de vivre”  de Henri Matisse


O verdadeiro amor
pode começar e acabar,
antes do pôr do sol.
Não precisa de eternidade.
Que seja, apenas, infinito
o necessário, indelével.
Pode acabar na mesma
musica em que começou
ou diante do
mesmo cisne,
onde nada se tisne,
ou durante um drinque.
O eterno é o retrato
que do amor ficará.
Dele herdará as fantasias
luminosas e radiantes
de infinitas tragédias
inerentes ao amor,
ao sofrimento, ao gozo:
ingredientes necessários
aos receituários
que se eternizam,
às palavras bem ditas,
às químicas epidérmicas
que desvelam ânsias
e vontade ímpar
da posse, do invadir,
do unificar, em pujanças,
momentos de vida,
do amor,
enquanto dure...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 22:25
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4 comentários:
De Sílvia a 17 de Julho de 2006 às 12:26
Olá...
Antes de fazer o meu comentário vou elogiar esta tua faceta de expressar muito bem o que te vai na alma por palavras...e bonitas. Depois do galhardete vou dizer o que penso.
A vida não o conto de fadas que imaginávamos quando crianças e às vezes temos que fazer opções e dolorosas...outras vezes o amor aparece e nem sabemos lidar com este sentimento complexo...outras vezes não conseguimos conciliar todas as oportunidades que vão surgindo na vida...outras vezes somos envoltos em medo e não reagimos...quantas pessoas se ouvem dizer: "por não ter juízo não estudei e agora estou arrependido" ou "deixei os namorados porque não tinha tempo" ou "deixei de trabalhar porque não conseguia educar o meu filho e trabalhar"...pois é ...nós somos complexos, mas a vida complica mais...não somos imensos e por vezes algo se escapa e fica a mágoa de não ter feito a outra parte que se escapou...mas eu penso que na vida há um timing ideal para tudo...é preciso esperar e como diz o velho ditado "quem espera sempre alcança". Quantas pessoas vão estudar mais tarde? Quantas pessoas casam mais tarde e têm até filhos? Por vezes pode não ser possível naquele momento e depois ser...

Isto no seguimento do meu anterior comentário...


Mudando de assunto mas falando de amor...
O mais triste é quando se ama e não se é correspondido...é quase como ter um chocolate à frente e não poder comer...isto por experiência própria porque até agora tive propensão para amores complicados...é viver aquilo que se queria viver com aquela pessoa sozinho...é muito complicado...e depois temos ciúme de alguém que nem tem qualquer compromisso connosco...é estúpido mas na vida é com a estupidez que podemos aprender...

Evocando agora o poema:
eu gostava de ter um verdadeiro amor correspondido mas queria que fosse eterno isto para evitar sentimentos de culpa ou de perda...e para ser "até que a morte nos separe"...nos dias que correm cada vez se vê menos isto mas eu no fundo acredito...
Viver de retratos, nostalgia...não quero a não ser que o mau suposto amor morra...aí faço um altar como aquele que vi no cemitério da minha freguesia...cheio de flores e com velas...digno de uma pessoa que merece...porque eu reconheço quem me faz bem e gosto de demonstrar isso mesmo...mas não gostava de sentir perda, tristeza antes de ele morrer...

Desta fatidica mulher de 27 anos (no dia 19 de Julho) mas que escreve o que pensa mesmo que parece um filme melodramático.

Felicidades


De jpcfilho a 19 de Julho de 2006 às 09:52

Querida Silvia, dizes com propriedade do amor e tb de outras, e é assim mesmo: que seja infinitio, todos temos esse sonho mas somos em contrapartida muito deletérios e individuais com nuances egoístas, por isso orar e vigiar é sempre bom à manutenção de um amor que é sempre único...beijos


De jpcfilho a 19 de Julho de 2006 às 09:56

Querida menina Silvia, parabéns pela data de hoje que deveria ser feriado, e com apenas essa idadinha o que é mais que um presente... Te desejo tudo de bom na vida, inclusive um grande e verdadeiro amor forever...beijos.


De Sílvia a 19 de Julho de 2006 às 19:19
Obrigado.
É sempre bom receber os parabéns.
Mas...qualquer idade deveria ser uma prenda para nós...todas as idades são únicas pois só a temos uma vez na vida e nem sempre temos consciência disso.
Além disso, cada ano que passa é mais um ano de aprendizagem (mesmo que seja com a estupidez) e cada ano que passa é mais um no qual conseguimos vencer a hipócrisia do mundo e não querendo ser pessimista também a verdade...
Cada ano que passa é uma luta pelos nossos sonhos e é um passo em direcção à sua concretização...

Que possa ser melhor em cada ano de vida que surge...é isso que desejo...

Nunca te "passou pela cabeça" inserir música neste blog?


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