Sábado, 29 de Julho de 2006

Destino


'Destin' de André Roulliard
                           “Destin”  de André Roulliard


Partirei como cheguei,
em alguma asa alada,
que, não sei de quê,
vou contrariado
como vim, sem consulta.
Vou. Não tenho opção
e comigo nada de meu levo
de importante,
nem deixo saudades
verdadeiras.
Só as habituais lamúrias
de roteiro previsto.
Nunca tive um grande amor,
apesar de constantemente apaixonado.
E tantas vezes persegui,
cacei, busquei
o verdadeiro, o único amor
das histórias sem fim,
mas não fui cooptado.
Fui abduzido
desta honraria.
Não deixo muitos amigos.
Deles, nada levo.
De tudo, nada entendi
nem aprendi a decifrar
enigmas ou mistérios.
Parto vazio como vim
e a isso chamam
destino...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 20:28
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2 comentários:
De AFeiticeira a 30 de Julho de 2006 às 21:13
Um poema lindo que falata um pouco à verdade.Ninguem nasce totalmente vazio, e quando vai...Leva sempre muito mais do que trouxe.Acredito.


De jpcfilho a 31 de Julho de 2006 às 00:13
Obrigado AFeiticeira, pelo comentário e pla visita...Tudo de bom...


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