Domingo, 10 de Setembro de 2006

Velho (pai)


'Allegory of age' de Abraham Bloemaert
                                     "Allegory of age"  de Abraham Bloemaert


Velho,
já me chamam de Velho,
mas é assim a rotativa.
É, Velho!
Outros Velhos virão,
como você,
como os filhos e gerações.
Mas, Velho,
nessas passagens, me perdoa,
porque ninguém te eterniza.
És apenas um segmento,
um elemento sem imortalidade.
Mas, Velho, irmão e amigo,
tudo o que sinto por ti
é veneração.
Queria te provar,
não com o ombro amigo,
mas com as conquistas
que me imaginaste,
mas, Velho,
antes do final,
meu e teu,
quero estar contigo
e, num abraço grande
e amigo,
olhar nos teus olhos
e dizer-te coisas esquecidas...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 21:26
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4 comentários:
De Cöllyßry a 10 de Setembro de 2006 às 23:22
Pai, amigo Irmão, companheiro de todas as horas...
mas velho jamais o será.....________________hoje só ainda deixo um esvoaçar com meu doce olhar___
Cõllybry


De jpcfilho a 11 de Setembro de 2006 às 09:10
Oká Collybry, deixe sempre o seu esvoaçar, e seu doce olhar, pois já faz parte dessas páginas...beijos


De gaivota da ria a 10 de Setembro de 2006 às 23:49
Lindo como sempre o conteúdo. Cheio, pleno...
Costumo dizer que não gosto da palavra velho. Mas dita assim desta forma, é serena poesia.


De jpcfilho a 11 de Setembro de 2006 às 09:13
Gaivotinha que avoa em Aria, como é doce o teu avoar. Nunca mais te vi, sempre sinto saudade. Obrigado por voltares....beijos


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