Sexta-feira, 29 de Setembro de 2006


'Dust bowl' de Alexandre Hogue
                                           “Dust bowl”  de Alexandre Hogue


Não tenho nome,
não tenho pátria,
não sou ninguém.
Não tenho casa
nem religião.
Nenhuma crença extra.
Não torço por times,
não canto louvores.
Nunca tive mestres
nem nada.
Sou apenas um pária
arredio
que pensa o planeta
sem geografias, sem fronteiras,
sem aleluias
ou joelhos no chão.
O chão que dá frutos,
o chão que é meu,
o chão de meu DNA,
em qualquer hemisfério
ou latitude...
Sei que sou terra
e sei que ela sou eu.
Não tenho sabedoria.
Só tenho contemplação
e a espera de voltar para
de onde vim.
Não sou de esquerda,
não sou de direita.
Estou à esquerda da direita
e à direita da esquerda
e sempre rio dessas bandeiras
e de suas múltiplas bondades
ou de seus fanáticos apegos.
Não me enterrem com bandeiras.
O meu estandarte é o mundo
e eu, um grão cósmico.
Apenas observo
a infinitude
de ser poeira
ou menos...
Muito menos!...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 21:38
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2 comentários:
De Suzy a 2 de Outubro de 2006 às 13:15
Ou mais... Muito mais!
Sem dúvida que és muito mais...

Que lindo poema!
Beijinhos ;)


De jpcfilho a 16 de Outubro de 2006 às 09:16
Linda Suzy, você que é muito mais, e com fôlego de atleta, a chegar quase ao sopé dessa página...Obrigado e beijos.


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