Segunda-feira, 30 de Outubro de 2006

Só uma alma


'La belle Dame sans merci' de Sir Frank Dicksee
                                     “La belle Dame sans merci”  de Sir Frank Dicksee


Ah!... Como está doendo
uma ferida aberta,
mais do que o tempo,
às dúvidas que me impuseste,
com teu comportamento
leviano,
pois se, já de tempos,
fizeste-me juras,
promessas utópicas
e, agora, dispensas
tudo o que dizias
com palavras,
promessas e fantasias
de tais prestezas,
que me acomodava
às sutilezas
partidas.
E, assim, está doendo
a dor do tempo
perdido,
hoje, dia a dia,
a fragmentar este homem,
enquanto outra alma ri,
que sofrer
é o extremo
de uma das almas:
A minha...


De: João Costa Filho




publicado por jpcfilho às 21:18
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2 comentários:
De Sílvia a 31 de Outubro de 2006 às 16:42
As feridas que não se vêem são as mais dolorosas e as mais difíceis de tratar. Para as tratar não chega colocar àgua oxigenada e mercúrio...é preciso carinho e uma cicatrização que só o tempo ajuda. Além disto o tempo por vezes é injusto e esquece a nossa ferida.

Trate bem as suas feridas.


De jpcfilho a 31 de Outubro de 2006 às 23:26
Olá Silvia, é isso aí, as vezes até o tempo se esquece que sofremos, ou de nossas feridas...beijos


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