Domingo, 5 de Novembro de 2006

Quero amar


'The young Poet' de Arthur Hughes
                                                 “The young Poet”  de Arthur Hughes


Trago, no centro de minha alma,
o alfabeto da vida
e o desespero de amar
pregado em mim.
As minhas inerências
reclamam reproduzir,
o querer ser querido,
ser visto, tocado, acariciado.
Minhas carnes reclamam
o fruir da vida
e a falta inumana
de não participar
dos ditames de minhas raízes,
de plantar, gozar, frutificar.
A ânsia ruim da solidão
faz de mim uma negação.
E, isso, eu não aceito!
Portanto, vou-me vestir
Quixote
e enfrentar o mundo
e moinhos de vento
e prefiro morrer
a não encontrar
minha doce
Dulcinéia.
E, não encontrando,
quero morrer,
sem que ninguém
repita meu nome.
E que não só lamentem
o desamor,
mas ali plantem
um pé de espinhos negros
da dor...
Se ninguém pode morrer
sem amor...


De: João Costa Filho



publicado por jpcfilho às 20:56
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